sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Torcedor de Final

O torcedor do São Paulo, que assim como eu, nasceu na década de 80, cresceu ouvindo dos rivais que a torcida do SPFC só ia ao estádio em jogos decisivos e que sua torcida era apenas uma “torcida de final”.

Não vou mentir, quando era menor eu pouco ia ao Morumbi, até por ser filho de palmeirense e quando ia realmente tinha a sensação de que na maioria dos clássicos a minha torcida estava em menor número. De alguns anos pra cá porém percebi uma mudança drástica no comportamento da torcida.

Pra ser mais exato, essa mudança começou em 2004 com a volta do time a Libertadores da América. Naquele ano tivemos a melhor média de público da competição e para ter a melhor média é preciso ter um bom publico em todos os jogos. Com certeza os mais críticos irão argumentar que esse número só foi alcançado pela “saudade” que o torcedor estava sentido pelo torneio após dez anos sem disputa-la. Em 2005 a façanha foi repetida, e novamente os críticos argumentarão que isso só ocorreu porque o São Paulo foi campeão e a Libertadores é uma competição curta com apenas sete jogos em casa e disputada em formato de mata-mata.

 Eu particularmente não concordo com esses argumentos mas de qualquer forma vamos analisar a média de publico do time no Campeonato Brasileiro dos últimos três anos:
- 2012 com uma média de 16.089 pagantes o clube ficou com a sexta melhor média de publico e em quarto lugar na classificação geral;
- 2013 com uma média de 23.115 pagantes o clube ficou com a quarta melhor média de publico e em nono lugar na classificação geral;
- 2014 com uma média de 29,921 pagantes o clube esta com a melhor média de publico e em quinto lugar na classificação geral;

Detalhe importante, em 2012, apesar da quarta posição o time não chegou a brigar pelo titulo em nenhum momento e em 2013 apesar do susto do 1º turno o time se livrou da briga pelo descenso faltando oito rodadas e depois não brigou por mais nada. Por fim em 2014 o time não conta com o efeito “nova arena” pra chamar seu torcedor ao estádio (nem metro na porta pra facilitar a vida da torcida).

Na minha opinião são dois os fatores que levaram a um aumento tão expressivo na “classificação de publico” do SPFC:
1º Aquela geração que viu o time de Telê Santana e Rai e se tornou São Paulina mesmo sendo pai de torcedores de outros times, hoje tem na casa de 30 anos, renda própria e pode ir ao estádio sem depender de ninguém (esse mesmo efeito vai causar um impacto enorme na torcida do Palmeiras nos próximos 20 anos em função do duplo rebaixamento);

2º A resposta que aquela geração que cresceu ouvindo que o a torcida era uma “torcida de final” quer dar a todos que criticavam a nação São Paulina.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

7º Erro – CBF


A CBF e a maneira como ela é gerida são sem sombra de duvidas as principais razões para tudo o que aconteceu aqui na Copa do Mundo no Brasil 2014.

Já escrevi sobre esse assunto diversas vezes aqui no blog mas, sinceramente, não tenho mis paciência  pra tanto. Eu poderia escrever textos enormes sobre a “ambiguidade” da CBF ser uma empresa privada e gerir um “bem do povo brasileiro” sem precisar dar satisfação a ninguém sobre isso. Poderia escrever sobre os repasses absurdos de dinheiro que a entidade faz a federações, como a do Acre, que possui seis times profissionais em seu campeonato regional ou ainda sobre seu modelo de eleição dela que tem como objetivo a perpetuação no poder de quem já esta lá.

Por mais que eu escreva nunca vou conseguir abordar 1% de tudo que está errado por lá, até porque isso já foi feito por gente bem mais competente que eu e por isso recomendo dois livros a quem tenha estômago e tenha interesse pelo assunto:

- LADO SUJO DO FUTEBOL, O

Autor: AZENHA, LUIZ CARLOS;  CIPOLONI, LEANDRO; CHASTINET, TONY;  RIBEIRO JR., AMAURY
Editora: PLANETA DO BRASIL

- JOGO CADA VEZ MAIS SUJO, UM

Autor: JENNINGS, ANDREW
Editora: PANDA BOOKS


Após ler os dois você perceberá que a CBF nada mais é, do que um retrato de um país com enorme potencial e pouquíssimas pessoas interessadas em explora-lo de forma correta e honesta.

6º Erro – Confiar em uma safra de jogadores limitados

O sexto erro que o Brasil cometeu foi, talvez, o menos debatido por todos os meios de comunicação: a qualidade da “safra de jogadores”

Podemos fazer um esforço e relembrar todas as seleções brasileiras que disputaram uma copa do mundo nas últimas oito edições, e nem a seleção de 90, treinada por Sebastião Lazaroni, possuía tão poucos jogadores “acima da média”.

Não faço parte do grupo de pessoas que acham que para ser campeão de um torneio seja necessário montar um time com 11 craques, muito pelo contrario, já vi meu clube ser campeão do mundo em 92 com Adilson na zaga e Ronaldo Luis na lateral esquerda. Em 93 tínhamos Andre na lateral esquerda e Doriva na cabeça de área e em 2005 a zaga era formada por Fabão e Edcarlos. Acredito que um time bem treinado, no qual todos os espaços do campo são preenchidos e todos os jogadores se ajudam as deficiências individuais desaparecem e prevalece o jogo coletivo.

Voltando ao assunto “seleção”, a equipe de 90 (que virou sinônimo de “futebol mal jogado”) tinha no seu elenco Careca, Romário, Bebeto e Renato Gaúcho. No time de 2006 que também foi mal, possui Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Kaka, Adriano e Robinho. A seleção de 2014 possuía quantos jogadores desse nível??? O jornalista Marcello Lima lembrou que em 2014 era pra ser o apogeu de uma geração com Kaka, Diego, Robinho, Adriano e Ronaldinho Gaúcho mas infelizmente por diversas razões foram se distanciando da seleção brasileira.


Thiago Silva e David Luis são zagueiros. Oscar, William e Bernard muito jovens. Hulk é esforçado porém limitado. Como se vê só Neymar possuía capacidade de decidir um jogo individualmente e a história já mostrou que para decidir uma Copa do Mundo sozinho somente gênios como Maradona e Garrincha no auge de suas carreiras. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

5º Erro – Escalação no dia do Jogo



“Se conhecemos o inimigo e a nós mesmos, não precisamos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos, nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas.”
Sun Tzu (A arte da Guerra)

E chegamos ao dia do jogo contra a Alemanha. O dia de um jogo que uma geração inteira de brasileiros vai se lembrar para o resto de suas vidas. Antes de iniciarmos a analise é preciso relembrar os dois lances mais importantes das quartas de final: a contusão de Neymar (jogador mais importante do time) e o cartão amarelo de Thiago Silva (capitão da equipe e considerado por muitos um dos melhores zagueiros do mundo).

A perda destes dois jogadores trouxe consequências terríveis para o time de Felipão. Enquanto muitos consideravam a saída de Thiago Silva e a entrada de Dante uma substituição natural, ela mexeu com toda a estrutura da zaga brasileira. Thiago joga pelo lado esquerdo do campo enquanto Dante joga pelo lado direito. A entrada de Dante deslocou David Luiz para o lado esquerdo, ou seja, por causa da suspensão de um zagueiro tivemos que mexer no posicionamento do miolo de toda zaga e pra quem acha que isso não faz diferença, assista ao lance do primeiro gol alemão e veja quem estava marcando a parte da área onde Muller recebeu a bola após cobrança de escanteio. Apesar de não admitir isso publicamente, em minha opinião Felipão só fez essa mudança toda porque nem ele confiava na sua quarta opção para a zaga (Henrique)!

Sobre a saída de Neymar a análise é bem mais complexa. Felipão cometeu dois erros enormes na hora de armar o time para o confronto com a Alemanha.:
1º Ignorou o relatório de seus olheiros Galo e Roque Junior que disseram que ele deveria tirar o centro avante fixo e congestionar o meio de campo com três volantes como fizeram França e Argélia. Com essa mudança o meio campo alemão teria enormes dificuldades de trabalhar a bola e criar oportunidades de gol.
2º Manteve um esquema de jogo em função de um jogador “normal”. Para seleção como o Brasil jogar em função de um único jogador é um erro. Quando esse jogador é o Neymar, pode-se até aceitar, mas quando ele não esta em campo o treinador não pode substituí-lo por um jogador comum e orientar o time a jogar em função dele. Bernard é um jovem talentoso e tem muito potencial para crescer e evoluir no futuro poré, não estava preparado para comandar o ataque do Brasil em um jogo de semi-final de copa do mundo.


O resultado de tudo isso foi um time mal posicionado, que deu espaço para os alemães fazerem o que eles faziam melhor: trabalhar a bola com liberdade e velocidade no meio campo.

terça-feira, 22 de julho de 2014

4º Erro – A preparação na Granja Comary

A preparação da seleção para a Copa foi um assunto abordado por diversos jornalistas mas ninguém o enfatizou tanto quanto o “polêmico” blogueiro do portal R7 Cosme Rimoli. Cosme abordou em vários posts as diferenças da Granja Comary, centro de treinamento localizado na cidade serrana de Teresópolis e local escolhido pela comissão técnica para a concentração da seleção brasileira durante a copa em relação aos CT´s onde estavam concentradas as outras seleções. No dia 03/07 (antes da trágica partida contra a Alemanha) ele abordou o tema e comparou o número de treinos secretos que os técnicos argentinos de Chile e Colômbia fizeram e os treinos da seleção brasileira. Reproduzo aqui um trecho do seu texto: “Como já escrevi quatrocentas e oitenta vezes, não há a menor possibilidade de fechar os treinamentos na Granja Comary. Os campos são cercados por condomínios e montanhas. Não há muros. Todos os treinamentos são acompanhados por torcedores que ficam gritando pelos jogadores. Além de arquibancada onde ficam cerca de cem convidados, espaço aberto para os patrocinadores.

A Rádio Jovem Pan também abordou as dificuldades da Granja entretanto por outro aspecto, o logístico. A distância, segundo o fisiologista Turíbio Leite de Barros (que foi entrevistado durante a copa) da capital até Teresópolis também atrapalhou a recuperação pós jogo. Comparado com nossos adversários que se concentraram em grandes centros e após qualquer jogo em pouco tempo já estavam de volta a seus hotéis fazendo refeições corretas e descansando cedo, a seleção escolheu um Estado onde não jogo nenhum jogo e após a chegada ao Rio ainda era obrigada a fazer uma viajem de duas horas de ônibus.

Além de todas as dificuldades da granja Cosme também cita o “longo e estranho” descanso de três dias sem atividade dos titulares após cada partida e completou:apesar de todas as equipes que disputam o mundial, inclusive as europeias, terem jogadores desgastados, nenhum delas treinou tão pouco.”
Por fim, reproduzo um trecho da revista época “Edição especial – O vexame do Mineirão” na qual o Doutor Daniel Gould da Universidade de Michigan nos Estados Unidos fala sobre a “pane dos seis minutos”: “Não existem garantias absolutas contra a hecatombe psicológica coletiva, mas há boas estratégias para evitar algo dessa magnitude. Os grandes treinadores gastam tempo simulando com a equipe, durante os treinos, eventos inesperados, como a perda de um jogador chave ou um placar adverso.”

Não bastasse o problema da localização e dos poucos treinos como já citados eles ainda foram de má qualidade. Como mencionou o Dr. Daniel na revista época o jogador Neymar  tomou um cartão amarelo no 1º jogo da copa. Se a seleção tem um esquema tático “frágil” que “gira” em torno de um jogador é obrigação do treinador ter um plano B desde os treinamentos pós 1º jogo e não apenas pensá-lo só quando a ausência dele fosse confirmada (como no caso da contusão contra a Colômbia).


3º Erro – Adotar a estratégia de Assumir o Favoritismo ao Título

Eles perderam o controle do estado emocional num momento decisivo
Suzy Fleury

No dia da Apresentação dos jogadores da Seleção Brasileira na Granja Comary, o coordenador técnico da seleção Carlos Alberto Parreira não hesitou e soltou a seguinte frase para a imprensa:  “O time campeão chegou hoje” e depois completou  “nós temos um timaço, o time do Brasil é muito bom, seria errado falarmos que não somos favoritos, ainda mais jogando em casa”. As duas frases não foram ditas ao acaso, Parreira estava dando um recado a todos os “envolvidos com a copa” (jogadores, torcida e adversários): a estratégia do Brasil foi assumir o favoritismo!

Infelizmente, a estratégia claramente deu errado. A equipe era composta por jogadores que nunca haviam disputado uma partida sequer de copa do mundo, eles não faziam idéia da pressão que iriam sofrer quando a competição começasse e quando ela começou eles simplesmente não aguentaram. Três episódios deixaram claro o despreparo da equipe:

1º A emoção dos jogadores com a execução do hino nacional brasileiro no jogo de estréia;

2º O choro copioso de alguns jogadores na hora da decisão por pênaltis contra o Chile;

3º Os quatro gols tomados em pouco mais de seis minutos na partida semi final.

Pilhar jogadores experientes, com anos de experiência em decisões (mesmo que seja em seus clubes) como fez Parreira em 94 tem um efeito. Dunga havia sido tachado de sinônimo de futebol “mal jogado” após a copa de 90, Tafarel amargara uma péssima fase no futebol Italiano, Bebeto havia acabado de perder um pênalti que daria o titulo do campeonato espanhol ao La Coruna um mês antes da Copa, todos eles além de Branco e Romário já haviam sofrido com momentos trágicos em suas carreiras e dado a volta por cima, estavam preparados para essa pressão. Em 2002 Felipão também fez isso com Cafu (campeão mundial pelo Brasil em 94 e pelo São Paulo em 92 e 93 além de ter participado da tragédia de 98), Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldo e etc. Quando você faz isso com jogadores talentosos como Neymar, Thiago Silva e David Luiz que ainda não tiveram um grande titulo nem em seus clubes enem na seleção o resultado é o contrário.

Mas como o choro contra o Chile e a pane contra Alemanha poderiam ter sido evitadas??? A resposta pode estar no próximo post.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

2º Erro – Fechar o Grupo um ano antes da Copa

A vitória na copa das confederações trouxe outra consequência, além da primeira já citada no post anterior. Na “ânsia” de repetir a “Família Scolari” que levou ao penta em 2002, como forma de agradecimento pela vitória e pela tranquilidade trazida para dentro da CBF um ano antes da copa, Felipão praticamente “fechou” o grupo após a conquista.

Um ano pode parecer pouco tempo mas no futebol corresponde a uma eternidade e o momento dos jogadores pode variar demais nesse período. Segue abaixo alguns exemplos de jogadores que sofreram com essas variações. Alguns estavam no auge de suas carreiras em seus clubes em 2013, porém em 2014 não apresentaram o mesmo futebol, outros o contrario e foram esquecidos. De qualquer forma enquanto uns acabaram sofrendo, outros se beneficiaram ou até ficando de fora, mas não por justiça e sim pelo motivo errado:

- Fred: o atacante do Fluminense nunca teve o talento nem a habilidade dos centroavantes que vestiram a camisa da seleção brasileira nas copas das décadas de 80/90/00 (Careca, Romário, Ronaldo) mas em 2013 e durante a copa das confederações foi um jogador eficiente. Infelizmente no segundo semestre do ano passado sofreu com contusões e mal entrou em campo pelo seu clube. Em 2014 novamente fez poucos jogo pelo Flu e sem ritmo de jogo viu sua vaga ser ameaçada pelo jogador Walter (mais conhecido por estar sempre acima do peso do que pelo futebol que pratica).

- Júlio Cesar: goleiro é cargo de confiança! Em 2013 Júlio César alternou entre a titularidade e o banco de reservas no Queens Park Rangers, time intermediário do campeonato inglês e que acabou sendo rebaixado no fim da temporada. No 2º semestre foi para o banco em definitivo e foi “bancado” por Felipão na copa. Apesar de ter lugar garantido achou por bem procurar um novo clube para não ficar parado e assim foi transferido para o futebol do CANADA!

- Bernard: determinante na conquista da Libertadores em 2013 pelo Galo Mineiro o jovem que encantou Felipão durante os treinos da Copa das Confederações e que ganhou o ridículo apelido de “alegria nas pernas” não resistiu à proposta de mais de R$ 1 milhão de salário mensal e se transferiu para o forte futebol da Ucrânia. No Shaktar Donetsk participou de um campeonato de nível baixíssimo e na véspera da Copa já estava mais preocupado com uma possível fuga do país que se encontrava em guerra do que em manter o nível do seu futebol.

- Paulinho: destaque do campeonato paulista de 2013, Paulinho chegou até a ser considerado melhor que Neymar por Tite (em mais uma pérola de algum integrante do time da Zona leste, lembrem-se que um antigo diretor de futebol chegou um dia a Dizer que: “O Gil era mais jogador que o Kaka”
– No momento, o Paulinho é o melhor jogador do Brasil, na frente do Neymar. Pelo desempenho dos dois este ano, se você comparar o potencial dos dois, o Paulinho está jogando mais (http://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2013/05/tite-poe-paulinho-frente-de-neymar-em-2013-torco-para-que-nao-saia.html)
Após uma boa participação na Copa das Confederações na qual se repetiu as boas atuações que teve pelo seu clube, marcando, chegando bem ao ataque e anotando gols decisivos, o volante foi negociado com o Tottenham e um ano depois, estava na reserva, sem ritmo de jogo e sem confiança alguma, mas nem por isso perdeu sua vaga na seleção.


- Miranda: No fim da temporada 2012/2013 o zagueiro Miranda anotou o gol que deu ao seu clube, o Atlético de Madri, o título da Copa do Rei na Espanha com uma vitória sobre o arquirrival Real Madri. Sempre discreto, Miranda foi peça chave naquele time entretanto foi pouco  lembrado pela mídia na época. Um ano depois foi considerado um dos melhores zagueiros da Europa, fez uma temporada irretocável e ajudou seu clube a chegar a uma final de Champions League e ser Campeão Espanhol. Perdeu a zaga na Copa para Henrique, que atuava em um time intermediário do decadente futebol italiano.

- Pato: No inicio de 2012 Alexandre Pato chegou ao Brasil para jogar em um time da Zona Leste de São Paulo como a grande estrela do futebol Brasileiro. Em sua entrevista de apresentação disse que vinha para brigar por uma vaga na seleção brasileira e que sonhava disputar a copa em seu país. Um ano depois foi trocado com o São Paulo pelo limitado Jadson;

- Lucas: Em 2012 Lucas foi um dos melhores jogadores do futebol brasileiro e considerados por muitos a principal razão para o São Paulo ter vencido a Copa Sul Americana daquele ano e retornado à Libertadores após alguns anos. Como resultado do excelente futebol apresentado foi negociado com o futebol francês na maior transação envolvendo um clube brasileiro na história. Um ano depois amargava a reserva do milionário time do PSG.

Dificilmente a exclusão de um jogador ou a inclusão de outro teriam alterado a colocação do Brasil na copa, porém com critérios mais justos, talvez o resultado daquele jogo pudesse ter sido menos humilhantes.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

1º Erro - Copa das Confederações

No final de 2012 Mano Menezes foi demitido do cargo de técnico da seleção brasileira. Após a perda da final dos jogos olímpicos de Londres para a “tradicional” equipe mexicana, da eliminação da Copa América da

Argentina para a “forte” seleção do Paraguai e da sequencia de resultados ruins em amistosos contra as potencias mundiais (nesse grupo eu incluo apenas seleções que já venceram Copas do Mundo), a recém-empossada diretoria da CBF optou por uma troca no comando da seleção e convidaram ninguém menos que Luis Felipe Scolari para o cargo de treinador e Carlos Alberto Parreira para seu coordenador técnico.

Apesar de um passado recente com poucos trabalhos de sucessos e com passagem por países e clubes de pouca expressão a aposta parecia interessante; dois ex-campeões mundiais, um reconhecido pela habilidade de “fechar e motivar” grupos e outro um estudioso do futebol reconhecido por muitos pelo conhecimento tático.

Apenas seis meses após a dupla assumir o Brasil já sediaria a Copa das Confederações, evento teste para a Copa do Mundo que reuni o país sede da próxima copa, a atual campeã mundial e os países campeões dos torneios continentais (Copa América, Eurocopa e etc).

O torneio curto, de apenas cinco jogos, sagrou o Brasil campeão. Vitória na estreia contra o Japão (3X0), contra o México (2X0) e uma sequencia de resultados que deixou muitos brasileiros com a impressão de que a equipe estava pronta. Ainda na primeira fase 4X2 na Itália, nas semi-finais 2X1 contra o Uruguai e por fim na final e um chocolate na então campeã mundial e Bicampeã europeia Espanha (3X0).

Com cinco vitórias em cinco jogos sendo três contra ex-campeãs mundiais o Brasil havia reencontrado seu melhor futebol e mostrado ao mundo sua força jogando em casa. Infelizmente o tempo e uma analise mais profunda dos nossos adversários mostraria aos mais otimistas que as coisas não eram bem assim.

O México, adversário da 1ª fase estava em situação delicadíssima nas eliminatórias da Concacaf e só conseguiu ir a Copa porque na última rodada a seleção americana venceu o Panamá. O Uruguai, no momento em que a Copa das Confederações era disputada, não estava classificado sequer para a repescagem das eliminatórias sul americanas. Na copa do Mundo Espanha e Itália nem sequer passaram a segunda fase da competição.

O tempo mostrou que a Copa das Confederações serviu apenas para criar a “falsa” impressão de que estávamos prontos para enfrentar qualquer seleção do mundo.


terça-feira, 15 de julho de 2014

O jogo dos 7 erros

A última vez que o post foi atualizado a Copa do Mundo era um assunto pouco debatido. Os estádios já estavam sendo superfaturados, mas os atrasos e os desvios ainda eram pouco comentados pela imprensa. Da última vez que o blog foi atualizado a seleção brasileira ainda era comandada pelo trio Mano Menezes, Andre Sanches e Ricardo Teixeira. Da última vez que o blog foi atualizado as esperanças do Brasil eram depositadas em jovem promessas como Ganso e Neymar (então no Santos) e Pato (então no Milan).

Pois bem, quase três anos se passaram, o comando técnico foi mudado, o Brasil venceu a Copa das Confederações e tomou a maior surra de suas história em plena semi-final de copa do mundo na sua própria casa. Um jogo que foi considerado por muito “um massacre”. Realmente a partida ficara para sempre na memória dos brasileiros, como disse a revista Época em sua reportagem sobre o jogo: em vinte ou trinta anos todos os brasileiros vão se lembrar onde estavam na tarde daquele 08 de julho de 2014. Tive a sorte de ser sorteado pela Fifa para assistir a partida ao vivo (ao azar dependendo do ponto de vista) logo após o jogo eu assisti aos melhores momentos do jogo, li vários artigos em revistas e blogs e assisti diversos programas sobre futebol (popularmente conhecidos como “mesas-redondas”) e hoje posso afirmar que um resultado como esse não pode ser atribuído a um simples motivo.

Assim como a queda de um avião não acontece por um simples erro e sim por uma sucessão de falhas, uma tragédia como essa não ocorreu por um simples motivo. Por isso nos próximos dias estarei postando 7 textos sobre os 7 erros que levaram nossa a tomar 7 gols em um mesmo jogo e quebrar três recordes em uma única partida de copa do mundo.

- É a semi-final de Copa do Mundo com mais gols na história
- Foi a pior derrota de uma seleção anfitriã na Copa, o 7 a 1 dobrou a margem do recorde anterior.
- A seleção alemã marcou quatro gols em 6 minutos, outro recorde para semi-finais.