É praxe entre boa parte da população do mundo estabelecer metas e fazer promessas quando um ano novo se inicia. A crença de que o fim de um ciclo e o inicio de um novo é o período ideal para uma mudança de postura e para a realização de sonhos antigos faz a motivação das pessoas se renovar e talvez por isso, facilitar o alcance desses objetivos.Nas empresas o assunto é um pouco mais sério. Metas são estabelecidas e apresentadas aos investidores. O não cumprimentos delas impacta em perda financeira para os funcionários (bônus de final de ano) e até na perda do cargo para a alta gerência.
Já os times de futebol ficam no meio termo, não tem as responsabilidades das empresas, mas também levam um pouco mais a sério do que a maioria da população, por isso mesmo nunca levei muito a sério as promessas dos dirigentes de clube de futebol. Porém li algumas reportagens no final da semana passada que me deixaram animado.
O São Paulo Futebol Clube pela primeira vez estabeleceu uma “meta” de receita para o Morumbi. O clube espera alugar o estádio para 12 shows esse ano e apresentar um crescimento de 20% em relação a 2010 (nada muito difícil visto que Shakira, Iron Maiden e U2 três vezes já reservaram seus dias). Além dessa meta o clube também se comprometeu a trocar todos os assentos do estádio, reformar os banheiros dos anéis inferiores e intermediário (o que precisa ser feito urgente) e terminar o projeto do Morumbi Concept Hall (hoje formado pelo restaurante Santo Paulo Bar, a megaloja da Rbk, a livraria Nobel, a academia de ginástica, a agência de viagens e o Buffet Infantil).
Com esse aumento na renda a diretoria tentara terminar as duas partes da obra tão sonhadas para modernizar a nossa casa. A cobertura das arquibancadas e a “construção” da mini arena dentro do Morumbi. Essa mini arena será uma adaptação do estádio onde será possível montar um palco atrás dos gols, permitindo que sejam realizados shows para até 25 mil pessoas na sexta-feira e jogos de futebol já no domingo. Essa obra tem como objetivo aproveitar o estacionamento e o metrô que chegarão até o Morumbi e trazer shows de bandas menores, que não tem fãs suficientes para lotar o estádio.
Enquanto alguns clubes discutem a separação do clube de lazer e do futebol na suas finanças o São Paulo sai na frente e divide o futebol em duas unidades de negócio independentes: Futebol e Estádio. Cada uma delas com metas financeiras específicas, se vai dar certo eu não sei mas que a idéia é boa e merece ser acompanhada de perto, isso merece.
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