
Agora pode parecer fácil dizer isso, mas quando eu vi os clubes que disputariam a Libertadores 2010 e a chave em que o São Paulo caiu, cravei para alguns amigos, 2010 será a Libertadores da Revanche.
Disputamos as últimas seis edições da competição continental mais desejada de 10 entre 10 torcedores do Maior do Mundo, vencemos apenas uma. Em algumas fomos eliminados com justiça (2007 contra o Grêmio e 2009 contra o Cruzeiro), em outras fomos injustiçados. Se não será possível devolver a derrota a todos os times, pelo menos contra três teremos a chance.
Na primeira fase desse ano enfrentamos o Once Caldas, time colombiano de quinta categoria que por um desses acasos da história nos eliminou em 2004 e acabou levando o título. Deveríamos ter vencido os dois jogos, mas perdemos lá e ganhamos aqui, resultados que foram suficientes para garantir o 1º lugar do grupo ao Maior do Mundo e um 2º a equipe colombiana.
Nas quartas de final veio o Cruzeiro, que segundo os jornalistas esportivos, era o melhor time brasileiro da competição. A vingança foi perfeita, se ano passado havíamos sido derrotados nos dois jogos, esse ano vencemos os dois, jogando um futebol de campeão e reconquistando a confiança dos torcedores. Pra tornar nossa vitória ainda mais saborosa, o atacante Kleber, vulgo “cotovelo de ouro”, fio expulso com menos de um minuto de jogo.
Agora é hora da “cereja do bolo”, é hora de enfrentar aquele que talvez tenha nos imposto a derrota mais dolorosa de todas. Em 2006 estávamos na final pelo segundo ano consecutivo, na condição de favoritos, com um time experiente e entrosado. Só que antes dos 5 minutos do 1º tempo do 1º jogo, Josué fez o favor de ser expulso e complicar toda a partida. Para o jogo da volta, tivemos que jogar sem Ricardo Oliveira, que não teve seu contrato de empréstimo prorrogado por uma semana pelo Bétis da Espanha. Bétis que na semana seguinte aquela partida teve facilitada a contratação de dois jogadores do Internacional, Jorge Wagner e Rafael Sóbis.
Nesse confronto tive a honra de estar presente nos dois jogos e talvez por isso o desejo de uma revanche seja tão grande.
Pois bem, agora a história se inverteu um pouco, assim como daquela vez nosso time é mais experiente que o deles, mas decidiremos o segundo jogo em casa, o que é bom porque jogaremos a primeira partida sem a obrigação de atacar e com nossa arma preferida a disposição, o contra ataque. O favoritismo dessa vez esta todo do lado deles, mas tudo bem, favoritismo nunca ganhou jogo.
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