A vitória na copa das
confederações trouxe outra consequência, além da primeira já citada no post
anterior. Na “ânsia” de repetir a “Família Scolari” que levou ao penta em 2002,
como forma de agradecimento pela vitória e pela tranquilidade trazida para
dentro da CBF um ano antes da copa, Felipão praticamente “fechou” o grupo após
a conquista.
Um ano pode parecer pouco tempo
mas no futebol corresponde a uma eternidade e o momento dos jogadores pode
variar demais nesse período. Segue abaixo alguns exemplos de jogadores que sofreram
com essas variações. Alguns estavam no auge de suas carreiras em seus clubes em
2013, porém em 2014 não apresentaram o mesmo futebol, outros o contrario e
foram esquecidos. De qualquer forma enquanto uns acabaram sofrendo, outros se
beneficiaram ou até ficando de fora, mas não por justiça e sim pelo motivo
errado:
- Fred: o atacante do Fluminense nunca teve o talento nem a
habilidade dos centroavantes que vestiram a camisa da seleção brasileira nas
copas das décadas de 80/90/00 (Careca, Romário, Ronaldo) mas em 2013 e durante
a copa das confederações foi um jogador eficiente. Infelizmente no segundo
semestre do ano passado sofreu com contusões e mal entrou em campo pelo seu
clube. Em 2014 novamente fez poucos jogo pelo Flu e sem ritmo de jogo viu sua
vaga ser ameaçada pelo jogador Walter (mais conhecido por estar sempre acima do
peso do que pelo futebol que pratica).
- Júlio Cesar: goleiro é cargo
de confiança! Em 2013 Júlio César alternou entre a titularidade e o banco
de reservas no Queens Park Rangers, time intermediário do campeonato inglês e
que acabou sendo rebaixado no fim da temporada. No 2º semestre foi para o banco
em definitivo e foi “bancado” por Felipão na copa. Apesar de ter lugar garantido
achou por bem procurar um novo clube para não ficar parado e assim foi
transferido para o futebol do CANADA!
-
Bernard:
determinante na conquista da Libertadores em 2013 pelo Galo Mineiro o jovem que
encantou Felipão durante os treinos da Copa das Confederações e que ganhou o
ridículo apelido de “alegria nas pernas” não resistiu à proposta de mais de R$
1 milhão de salário mensal e se transferiu para o forte futebol da Ucrânia. No
Shaktar Donetsk participou de um campeonato de nível baixíssimo e na véspera da
Copa já estava mais preocupado com uma possível fuga do país que se encontrava
em guerra do que em manter o nível do seu futebol.
- Paulinho: destaque do campeonato paulista de 2013, Paulinho chegou
até a ser considerado melhor que Neymar por Tite (em mais uma pérola de algum
integrante do time da Zona leste, lembrem-se que um antigo diretor de futebol
chegou um dia a Dizer que: “O Gil era
mais jogador que o Kaka”
– No momento, o Paulinho
é o melhor jogador do Brasil, na frente do Neymar. Pelo desempenho
dos dois este ano, se você comparar o potencial dos dois, o Paulinho está
jogando mais (http://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2013/05/tite-poe-paulinho-frente-de-neymar-em-2013-torco-para-que-nao-saia.html)
Após uma boa participação na Copa
das Confederações na qual se repetiu as boas atuações que teve pelo seu clube,
marcando, chegando bem ao ataque e anotando gols decisivos, o volante foi
negociado com o Tottenham e um ano depois, estava na reserva, sem ritmo de jogo
e sem confiança alguma, mas nem por isso perdeu sua vaga na seleção.
- Pato: No inicio de 2012 Alexandre Pato chegou ao Brasil para jogar
em um time da Zona Leste de São Paulo como a grande estrela do futebol
Brasileiro. Em sua entrevista de apresentação disse que vinha para brigar por
uma vaga na seleção brasileira e que sonhava disputar a copa em seu país. Um
ano depois foi trocado com o São Paulo pelo limitado Jadson;
- Lucas: Em 2012 Lucas foi um dos melhores jogadores do futebol
brasileiro e considerados por muitos a principal razão para o São Paulo ter
vencido a Copa Sul Americana daquele ano e retornado à Libertadores após alguns
anos. Como resultado do excelente futebol apresentado foi negociado com o
futebol francês na maior transação envolvendo um clube brasileiro na história.
Um ano depois amargava a reserva do milionário time do PSG.
Dificilmente a exclusão de um
jogador ou a inclusão de outro teriam alterado a colocação do Brasil na copa, porém
com critérios mais justos, talvez o resultado daquele jogo pudesse ter sido
menos humilhantes.

