No final de 2012 Mano Menezes foi
demitido do cargo de técnico da seleção brasileira. Após a perda da final dos
jogos olímpicos de Londres para a “tradicional” equipe mexicana, da eliminação
da Copa América da
Argentina para a “forte” seleção do
Paraguai e da sequencia de resultados ruins em amistosos contra as potencias
mundiais (nesse grupo eu incluo apenas seleções que já venceram Copas do Mundo),
a recém-empossada diretoria da CBF optou por uma troca no comando da seleção e
convidaram ninguém menos que Luis Felipe Scolari para o cargo de treinador e
Carlos Alberto Parreira para seu coordenador técnico.
Apesar de um passado recente com
poucos trabalhos de sucessos e com passagem por países e clubes de pouca
expressão a aposta parecia interessante; dois ex-campeões mundiais, um
reconhecido pela habilidade de “fechar e motivar” grupos e outro um estudioso
do futebol reconhecido por muitos pelo conhecimento tático.
Apenas seis meses após a dupla
assumir o Brasil já sediaria a Copa das Confederações, evento teste para a Copa
do Mundo que reuni o país sede da próxima copa, a atual campeã mundial e os
países campeões dos torneios continentais (Copa América, Eurocopa e etc).
O torneio curto, de apenas cinco
jogos, sagrou o Brasil campeão. Vitória na estreia contra o Japão (3X0), contra
o México (2X0) e uma sequencia de resultados que deixou muitos brasileiros com
a impressão de que a equipe estava pronta. Ainda na primeira fase 4X2 na
Itália, nas semi-finais 2X1 contra o Uruguai e por fim na final e um chocolate
na então campeã mundial e Bicampeã europeia Espanha (3X0).
Com cinco vitórias em cinco jogos
sendo três contra ex-campeãs mundiais o Brasil havia reencontrado seu melhor
futebol e mostrado ao mundo sua força jogando em casa. Infelizmente o tempo e
uma analise mais profunda dos nossos adversários mostraria aos mais otimistas
que as coisas não eram bem assim.
O México, adversário da 1ª fase
estava em situação delicadíssima nas eliminatórias da Concacaf e só conseguiu
ir a Copa porque na última rodada a seleção americana venceu o Panamá. O
Uruguai, no momento em que a Copa das Confederações era disputada, não estava
classificado sequer para a repescagem das eliminatórias sul americanas. Na copa
do Mundo Espanha e Itália nem sequer passaram a segunda fase da competição.
O tempo mostrou que a Copa das
Confederações serviu apenas para criar a “falsa” impressão de que estávamos
prontos para enfrentar qualquer seleção do mundo.

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