sábado, 3 de julho de 2010

A revanche de 74


Sábado, 3 de julho de 2010 – 12:53

Nesse exato momento, termina o jogo entre Alemanha e Argentina, com um verdadeiro massacre alemão, 4X0. Por mais que eu vá torcer pra Celeste na próxima terça, tudo indica que teremos na África do Sul, uma repetição da final de 74, só que dessa vez com os papéis invertidos.

Em 74 a Holanda chegou a final como o time sensação da copa do mundo. Comandados pelo genial Johan Cruyff, a Holanda apresentou um esquema tático até então inédito com o seu Carrossel no meio campo. Chegou a final na posição de favorito, mesmo tendo como adversário a anfitriã da Copa.

Quando o arbitro deu a saída de bola, a Holanda tocou, tocou, tocou até ser parada com um pênalti a menos de um minuto de jogo. A Alemanha só encostou na bola quando deu a saída no meio campo e o jogo já estava 1x0.

O resultado desse jogo todos já sabem, a Alemanha virou e foi Bi Campeã. Muitas pessoas classificam esse jogo como uma das maiores injustiças da história das Copas, junto com a derrota Brasileira em 82 e a Austríaca em 54, mas a Alemanha tinha um excelente time naquela ocasião (Franz Beckenbauer, Gerd Muller entre outros).

E vejam como é a história, em 2010 a Alemanha deve chegar a final como a grande sensação da Copa (4 gols na Inglaterra e 4 na Argentina) e a Holanda, apesar dos seus 100% de aproveitamento até aqui, é considerada por muitos, apenas um bom time.
Quem sabe não sé a hora da “vingança laranja”.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Não estou feliz com que aconteceu hoje, mas...

A importância de um técnico


Quem um técnico de futebol faz toda a diferença no futebol apresentado por um clube de futebol, ninguém discute, mas e na seleção Brasileira?

Um amigo uma vez me disse que ser técnico de futebol da seleção brasileira é o trabalho mais fácil do mundo, basta escolher vinte e três jogadores entre as melhores opções do mundo, distribuir coletes e não deixar que a briga de egos atrapalhe o ambiente do grupo.

A copa do mundo de 2010 provou a esse meu amigo que as coisas não são tão simples.
O Brasil fez um excelente primeiro tempo, anulando as principais jogadas holandesas, roubando muitas bolas e saindo em rápidos contra-ataques. Veio o intervalo e o técnico holandês corrigiu os erros do seu time. A Holanda voltou melhor e ai deveria ter entrado o dedo do técnico brasileiro. Fomos dominados desde o 1º minuto e nosso técnico foi incapaz de fazer uma mudança que reequilibrasse o jogo. Pra piorar, o time ficou descontrolado após tomar o segundo gol, reflexo das atitudes do seu técnico no banco de reservas.

Não vou me estender no assunto nem entrar no mérito da capacidade do Dunga de comandar a seleção, só escrevi esse texto pra provar que assim como nos clubes, um bom técnico de futebol faz toda diferença também na seleção.

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

A saída dos que não chegaram

A saída dos que não chegaram

O dia de hoje marcou a saída definitiva de dois jogadores do tricolor: Cicinho, símbolo do time Campeão do Mundo de 2005 e a promessa Oscar.

Cicinho tem lugar garantido no hall de grandes jogadores do São Paulo. Chegou ao clube numa época difícil, onde os títulos importantes não vinham a mais de uma década e o time tinha fama de “amarelar” nos momentos decisivos. Jogou com garra, vibrava a cada gol e sempre honrou a camisa do time. Particularmente eu me lembro de três gols dele, todos contra o Palmeiras. Um, pelo brasileiro de 2004, foi marcada aos 47 do segundo tempo e deu a vitória por 2X1 contra os nossos maiores fregueses. Os outros dois foram marcados em dois jogos pela Libertadores de 2006.

Nessa sua segunda passagem pelo tricolor, seu futebol parece ter ficado na Itália e a diretoria decidiu que não valia a pena continuar a pagar salários tão altos pelo que ele vinha produzindo, mas independente disso, será sempre lembrado pela torcida por tudo que já fez pelo time.

Quanto a Oscar, apareceu pouco, não soube lidar com os elogios que recebeu da critica e achou que era Pelé. Conseguiu o passe livre e foi ao lugar certo, um clube administrado por uma diretoria que se apega a DVD´s e a criar atritos com seus adversários ao invés de focar no gerenciamento de um bom time de futebol. Veremos no dia 05 de agosto, se essa é a linha que os clubes devem seguir.

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Preocupação

Enquanto a atenção de todos está voltada para Copa do Mundo da África, a minha continua voltada para o São Paulo. E talvez por ser o único que está atento, eu sou o único que está preocupado.

Motivos para isso não faltam:
- o Inter percebeu que manter Fossati no comando da equipe era um erro e tratou de trazer um novo técnico (tudo bem Celso Roth não é uma unanimidade, mas convenhamos que a chance deles nos vencerem com o uruguaio no comando da equipe era muito baixa);
- O Inter se reforçou e já trouxe dois reforços (Renan e Tinga) e deve anunciar em breve a contratação de Rafael Sóbis (atacante mediano mas que fez um “estrago” na final da Libertadores em 2006);
- O time vem treinando em dois períodos e o treinamento é todo voltado para o jogo das semi finais contra o maior do mundo;
- A diretoria e a torcido do Inter só falam no jogo do dia 28.

Enquanto isso no Morumbi:
- Hernanes e Dagoberto têm propostas para deixar o São Paulo, e mesmo que joguem os últimos jogos da Libertadores, todos nós sabemos como fica a cabeço de um jogador quando está próximo de deixar o time;
- Cicinho teve seu contrato expirado hoje e a história de que seu contrato seria renovado automaticamente caso avancemos as semi-finais da libertadores foi desmentida pelo seu procurador e pelo próprio jogador.
- A diretoria só pensa na Copa de 2014.

Será que estou exagerando, ou há sim razões para estar preocupado???

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