quinta-feira, 24 de julho de 2014

5º Erro – Escalação no dia do Jogo



“Se conhecemos o inimigo e a nós mesmos, não precisamos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos, nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas.”
Sun Tzu (A arte da Guerra)

E chegamos ao dia do jogo contra a Alemanha. O dia de um jogo que uma geração inteira de brasileiros vai se lembrar para o resto de suas vidas. Antes de iniciarmos a analise é preciso relembrar os dois lances mais importantes das quartas de final: a contusão de Neymar (jogador mais importante do time) e o cartão amarelo de Thiago Silva (capitão da equipe e considerado por muitos um dos melhores zagueiros do mundo).

A perda destes dois jogadores trouxe consequências terríveis para o time de Felipão. Enquanto muitos consideravam a saída de Thiago Silva e a entrada de Dante uma substituição natural, ela mexeu com toda a estrutura da zaga brasileira. Thiago joga pelo lado esquerdo do campo enquanto Dante joga pelo lado direito. A entrada de Dante deslocou David Luiz para o lado esquerdo, ou seja, por causa da suspensão de um zagueiro tivemos que mexer no posicionamento do miolo de toda zaga e pra quem acha que isso não faz diferença, assista ao lance do primeiro gol alemão e veja quem estava marcando a parte da área onde Muller recebeu a bola após cobrança de escanteio. Apesar de não admitir isso publicamente, em minha opinião Felipão só fez essa mudança toda porque nem ele confiava na sua quarta opção para a zaga (Henrique)!

Sobre a saída de Neymar a análise é bem mais complexa. Felipão cometeu dois erros enormes na hora de armar o time para o confronto com a Alemanha.:
1º Ignorou o relatório de seus olheiros Galo e Roque Junior que disseram que ele deveria tirar o centro avante fixo e congestionar o meio de campo com três volantes como fizeram França e Argélia. Com essa mudança o meio campo alemão teria enormes dificuldades de trabalhar a bola e criar oportunidades de gol.
2º Manteve um esquema de jogo em função de um jogador “normal”. Para seleção como o Brasil jogar em função de um único jogador é um erro. Quando esse jogador é o Neymar, pode-se até aceitar, mas quando ele não esta em campo o treinador não pode substituí-lo por um jogador comum e orientar o time a jogar em função dele. Bernard é um jovem talentoso e tem muito potencial para crescer e evoluir no futuro poré, não estava preparado para comandar o ataque do Brasil em um jogo de semi-final de copa do mundo.


O resultado de tudo isso foi um time mal posicionado, que deu espaço para os alemães fazerem o que eles faziam melhor: trabalhar a bola com liberdade e velocidade no meio campo.

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