“Se conhecemos o inimigo e a nós mesmos, não precisamos temer o
resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo,
para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos, nem ao
inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas.”
Sun Tzu (A arte da
Guerra)
E chegamos ao dia do jogo contra
a Alemanha. O dia de um jogo que uma geração inteira de brasileiros vai se
lembrar para o resto de suas vidas. Antes de iniciarmos a analise é preciso
relembrar os dois lances mais importantes das quartas de final: a contusão de
Neymar (jogador mais importante do time) e o cartão amarelo de Thiago Silva
(capitão da equipe e considerado por muitos um dos melhores zagueiros do
mundo).
A perda destes dois jogadores
trouxe consequências terríveis para o time de Felipão. Enquanto muitos
consideravam a saída de Thiago Silva e a entrada de Dante uma substituição
natural, ela mexeu com toda a estrutura da zaga brasileira. Thiago joga pelo
lado esquerdo do campo enquanto Dante joga pelo lado direito. A entrada de
Dante deslocou David Luiz para o lado esquerdo, ou seja, por causa da suspensão
de um zagueiro tivemos que mexer no posicionamento do miolo de toda zaga e pra
quem acha que isso não faz diferença, assista ao lance do primeiro gol alemão e
veja quem estava marcando a parte da área onde Muller recebeu a bola após
cobrança de escanteio. Apesar de não admitir isso publicamente, em minha
opinião Felipão só fez essa mudança toda porque nem ele confiava na sua quarta
opção para a zaga (Henrique)!
Sobre a saída de Neymar a análise
é bem mais complexa. Felipão cometeu dois erros enormes na hora de armar o time
para o confronto com a Alemanha.:
1º Ignorou o relatório de seus
olheiros Galo e Roque Junior que disseram que ele deveria tirar o centro avante
fixo e congestionar o meio de campo com três volantes como fizeram França e
Argélia. Com essa mudança o meio campo alemão teria enormes dificuldades de
trabalhar a bola e criar oportunidades de gol.
2º Manteve um esquema de jogo em
função de um jogador “normal”. Para seleção como o Brasil jogar em função de um
único jogador é um erro. Quando esse jogador é o Neymar, pode-se até aceitar,
mas quando ele não esta em campo o treinador não pode substituí-lo por um
jogador comum e orientar o time a jogar em função dele. Bernard é um jovem
talentoso e tem muito potencial para crescer e evoluir no futuro poré, não
estava preparado para comandar o ataque do Brasil em um jogo de semi-final de
copa do mundo.
O resultado de tudo isso foi um
time mal posicionado, que deu espaço para os alemães fazerem o que eles faziam
melhor: trabalhar a bola com liberdade e velocidade no meio campo.
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