terça-feira, 22 de julho de 2014

4º Erro – A preparação na Granja Comary

A preparação da seleção para a Copa foi um assunto abordado por diversos jornalistas mas ninguém o enfatizou tanto quanto o “polêmico” blogueiro do portal R7 Cosme Rimoli. Cosme abordou em vários posts as diferenças da Granja Comary, centro de treinamento localizado na cidade serrana de Teresópolis e local escolhido pela comissão técnica para a concentração da seleção brasileira durante a copa em relação aos CT´s onde estavam concentradas as outras seleções. No dia 03/07 (antes da trágica partida contra a Alemanha) ele abordou o tema e comparou o número de treinos secretos que os técnicos argentinos de Chile e Colômbia fizeram e os treinos da seleção brasileira. Reproduzo aqui um trecho do seu texto: “Como já escrevi quatrocentas e oitenta vezes, não há a menor possibilidade de fechar os treinamentos na Granja Comary. Os campos são cercados por condomínios e montanhas. Não há muros. Todos os treinamentos são acompanhados por torcedores que ficam gritando pelos jogadores. Além de arquibancada onde ficam cerca de cem convidados, espaço aberto para os patrocinadores.

A Rádio Jovem Pan também abordou as dificuldades da Granja entretanto por outro aspecto, o logístico. A distância, segundo o fisiologista Turíbio Leite de Barros (que foi entrevistado durante a copa) da capital até Teresópolis também atrapalhou a recuperação pós jogo. Comparado com nossos adversários que se concentraram em grandes centros e após qualquer jogo em pouco tempo já estavam de volta a seus hotéis fazendo refeições corretas e descansando cedo, a seleção escolheu um Estado onde não jogo nenhum jogo e após a chegada ao Rio ainda era obrigada a fazer uma viajem de duas horas de ônibus.

Além de todas as dificuldades da granja Cosme também cita o “longo e estranho” descanso de três dias sem atividade dos titulares após cada partida e completou:apesar de todas as equipes que disputam o mundial, inclusive as europeias, terem jogadores desgastados, nenhum delas treinou tão pouco.”
Por fim, reproduzo um trecho da revista época “Edição especial – O vexame do Mineirão” na qual o Doutor Daniel Gould da Universidade de Michigan nos Estados Unidos fala sobre a “pane dos seis minutos”: “Não existem garantias absolutas contra a hecatombe psicológica coletiva, mas há boas estratégias para evitar algo dessa magnitude. Os grandes treinadores gastam tempo simulando com a equipe, durante os treinos, eventos inesperados, como a perda de um jogador chave ou um placar adverso.”

Não bastasse o problema da localização e dos poucos treinos como já citados eles ainda foram de má qualidade. Como mencionou o Dr. Daniel na revista época o jogador Neymar  tomou um cartão amarelo no 1º jogo da copa. Se a seleção tem um esquema tático “frágil” que “gira” em torno de um jogador é obrigação do treinador ter um plano B desde os treinamentos pós 1º jogo e não apenas pensá-lo só quando a ausência dele fosse confirmada (como no caso da contusão contra a Colômbia).


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