segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Espinha que não consegue decidir



Desde 2007 o São Paulo tem uma “espinha dorsal” composta por três jogadores que comandam os seus respectivos setores setores. Miranda na zaga, Hernanes no meio e Dagoberto no ataque.

Miranda chegou ao time em 2006 após a trágica derrota para o Internacional na final da Libertadores daquele ano com a difícil missão de substituir o uruguaio Diego Lugano e rapidamente conquistou a confiança da torcida. Nesse período vários jogadores já compuseram dupla de zaga com o nosso xerife: Breno, André Dias, Fabão e o próprio Alex Silva que deixou o clube e depois voltou. Durante todos esses três anos Miranda foi dono absoluto da posição, chegando inclusive a ser convocado várias vezes por Dunga para a seleção Brasileira.

No meio campo a história de Hernanes é parecida, entrou no time improvisado na posição no ano de 2007, após a saída da dupla Minero e Josué e fez um campeonato brilhante. No ano seguinte foi convocado para a seleção olímpica e quando retorno ao tricolor comandou umas das reações mais impressionantes que se tem história no campeonato Brasileiro. Reação essa que lhe rendeu o prêmio da CBF de craque da competição e a honra de vestir a camisa 10 a partir de 2009, mesmo não tendo como posição de atuação a meia.

A história de Dagoberto é um pouco diferente, chegou do Atlético Paranaense em meados de 2007 com status de grande jogador. Considerado o destaque do time paranaense que foi vice-campeão brasileiro em 2004, chegou ao clube e estreou contra o Grêmio no Morumbi nas oitavas de final da Libertadores daquele ano. Apesar de nunca ter repetido o bom futebol do clube paranaense, já fez dupla de ataque com Aloísio, Borges, Adriano e Washington. Todos os treinadores que o comandaram, em algum momento o sacaram do time e sempre voltaram atrás.

Esses três jogadores já têm seus nomes escritos na história do clube pelos dois títulos brasileiros que conquistaram, mas o problema é que nos momentos decisivos, nos jogos de “mata-mata”, esse trio tem encontrado dificuldade em “decidir” as partidas. Na Libertadores de 2009 contra o Cruzeiro, no Paulista de 2009 contra os gambás e no paulista desse ano contra o Santos eles simplesmente não apareceram. Não que a culpa seja só deles, mas que é preciso que eles “chamem” um pouco mais responsabilidade nesses momentos decisivos, caso contrário as chances do tricolor depois de amanhã diminuem ainda mais.

RUMO AO TETRA: CONTRA TUDO E CONTRA TODOS!

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