sábado, 7 de agosto de 2010

As razões da queda! Parte 2



Seguindo a nossa série “As razões da queda”, hoje explorarei a enorme distância que separa Cotia da Barra Funda.

Já a algum tempo se ouve boatos sobre a insatisfação dos jovens que atuam em Cotia. Eles querem espaço no time titular e a prova maior disso foi a “revolução” que alguns empresários tentaram implantar no inicio desse ano e que terminou com a perda de Oscar.
O Centro de Formação de Atletas Presidente Laudo Natel ou simplesmente CT de Cotia esta localizado a 30 km da capital paulista, consumiu um investimento total de R$ 13,8 milhões captados através da Lei de incentivo ao esporte e foi inaugurado em agosto de 2005.
O CT possui 220 mil m² – ou dez alqueires – de área. Possui cinco campos oficiais, dois pequenos e três outros campos para treinamento de goleiros já prontos. Há dois campos em fase final de cobertura de grama natural, e um terceiro que será de grama sintética, todos com dimensões oficiais Atualmente, há quatro alojamentos com capacidade para 96 meninos – dois em cada apartamento. No quarto há uma televisão, ar-condicionado, banheiro e mesa para estudo.

Todo esse essa estrutura já rendeu um bom dinheiro aos cofres do clube, afinal quem não se lembre dos milhões que entraram nos cofres do clube através da venda do zagueiro Breno. Porém, convenhamos, tudo isso para apenas um jogador revelado é muito pouco.

Além da distância física, o fato de serem geridas por departamentos diferentes fez surgir um atrito entre as duas direções. Enquanto a diretoria de Cotia reclama abertamente da falta de oportunidade dada aos jovens, os diretores da Barra Funda fazem piada e dizem que Cotia parece uma “Ilha da Fantasia” e que a bajulação lá é tão grande que os jovens saem mimados e despreparados para atuar no futebol profissional.

As categorias de base são sem dúvida a forma mais “barata” de se obter bons jogadores. O Santos ressurgiu das cinzas nessa década e escapou de uma situação pré-falimentar graças a jogadores como Robinho, Diego, Renato, Alex, Ganso e Neymar. Óbvio que não se deve depender apenas da base afinal a chance de conseguir revelar uma geração com bons jogadores em todas as posições é quase zero, mas ela poderia ajudar o time do São Paulo revelando jogadores em posições que temos encontrado enorme dificuldade em contratar no mercado.

Será que com um trabalho de integração dessas duas diretorias não teria sido possível revelar um bom lateral direito ou um meia armador que tivesse treinado com o time durante todo o ano e não chegado no meio de fevereiro e ido embora no meio da Copa como fez Cicinho ou durante a fase de mata-mata como fez Fernadão???

Agora é tarde demais.


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