
Dando seqüência ao post de ontem, hoje iremos abordar o modelo do Barcelona e o mito de que é mais barato formar o craque em casa do que comprá-lo pronto.
O Barcelo possui hoje um centro de treinamento para jovens talentos chamado de “cantera blaugrana”. Uma das provas da qualidade desse centro é que de lá saíram Xavi, Iniesta, Cesc Fabregas, Victor Valdez e o atual técnico Pep Guardiola, assim como o argentino Messi.
Se a Espanha é hoje campeão do mundo, e se o Barcelona é considerado por muitos o melhor time do mundo e a base da sua seleção, muito se deve a esse centro. A formação desses jogadores dentro de casa permite ao Barcelona ter jogadores em seu elenco que se identificam com o clube, que conhecem sua história e que com certeza sabem da importância do clube na sua vida. Uma forte categoria de base nunca vai fornecer, ao mesmo tempo, jogadores de qualidade em todas as posições, porém fornecerá uma boa base para que o clube possa investir em contratações pontuais em posições carentes.
Agora quem imagina que esses talentos surgiram de uma “safra de sorte” do clube espanhol esta redondamente enganado. O Barça possui hoje mais de 300 jogadores das divisões de base, e desses 300, 10% são estrangeiros. Nesses casos, além dos gastos com o jogador, o clube precisa arcar com as despesas da família e empregar os pais, para que eles consigam legalizar sua situação no país.
E se o Barça tem 30 garotos que aos olhos dos dirigentes merecem todo esse investimento, é porque o eles contam com uma rede de olheiros espalhados pelo mundo, que obviamente não trabalha de graça.
E para os que ainda acham que investir em jovens talentos não tem risco e que perder jovens promessas, antes mesmo de elas chegarem ao time profissional é uma exclusividade das equipes brasileiras, vale reelembrar o caso de Cesc Fabregas. Fabregas era apontado como a principal revelação do clube, quando acabou sendo contratado pelo Arsenal, da Inglaterra, em 2003. Aos 16, o meia saiu sem fazer nenhuma partida na equipe profissional.
Agora vamos somar os gastos com esses 300 garotos, das famílias dos estrangeiros, dos olheiros internacionais, dos jogadores perdidos e dos que fatalmente fracassarão. Será que formar craques na base é tão mais barato do que comprá-los pronto?
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