sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Dilema


“É o dilema do futebol naciona:, ou os clubes se endividam para tentar conquistar títulos ou assistem de longe os concorrentes se destacarem”.

Essa frase encerra a reportagem de capa da revista Placar desse mês e inicia o post de hoje.

Se por um lado a arrecadação dos clubes brasileiros evoluiu muito nos últimos anos, seja através do aumento do patrocínio de camisa, seja através do cota de TV ou ainda pelas melhores no valor negociações de jogadores para a Europa, o mesmo aconteceu com a folha de pagamento dos mesmos.

Corinthinas e Inter gastam hoje mais de 5 milhões de reais cada um com a sua folha de pagamento todo mês. O Santos 4,8 milhões e até o Palmeiras, que possui um elenco com qualidade pra lá de duvidosa já passou da casa dos 4 milhões. Não é difícil duvidar desses números, enquanto Deco (Fluminense) recebe R$ 550 mil reais, o recém chegado Deivid (Flamengo) já chegou ganhando R$ 475 mil. Fred (Fluminense) ganha R$ 460 mil, Kleber (Palmeiras) R$ 376 mil e Rafael Sóbis e o argentino D´Alessandro (ambos do Internacional) ganham R$ 300 mil cada. A farra dos salários milionários não fica só nos jogadores, no banco de reservas Felipão (Palmeiras), Muricy (Fluminense) e Luxemburgo (Atlético Mineiro) também recebem cifras maiores que meio milhão por mês.

Não sou contra que esses profissionais sejam bem pagos, mas os gastos com a folha de pagamento dos clubes não pode ser maior que a arrecadação. Não importa se você trabalha na indústria siderúrgica, na farmacêutica, financeira ou na de entretenimento, quando alguém desrespeita essa regra e gasta mais do que ganha, o fim da história é sempre o mesmo.

É bom os dirigentes abrirem o olho!

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