Esqueça as criticas a derrota para o Avaí pelo campeonato Brasileiro, não fale sobre a janela de transferência de jogadores internacionais, hoje fazem cinco anos que o tricolor conquistou a América pela 3ª vez.
Logo após o título de 2005 recebi por e-mail um texto de um colega de faculdade da minha esposa. Infelizmente não tenho o nome da pessoa para poder publicar, mas gostaria de compartilhar essas palavras tão bonitas. Ao autor, caso identifique o texto como de sua autoria, favor entrar em contato pois terei o maior prazer em repassar os créditos.
O UNIVERSO CONSPIRA A FAVOR
Uma das idéias mais fantásticas que ouvi nos últimos tempos intitula a presente crônica. Afinal, que sentido teria a vida se as coisas não acontecessem somente porque devem acontecer?
Na minha biografia tive o privilégio de vivenciar momentos sublimes e alguns que pareciam tortuosos. O caso mais emblemático foi quando fraturei minha Tíbia em 1992, ano, aliás, determinante para o assunto deste texto.
Achei que aquilo era o pior castigo que poderia receber. Três meses engessado, bem nas férias, sem poder fazer várias coisas que eu gosto, como jogar bola.
Esse período de renúncia, de sacrifício, acabou me fortalecendo. Amadureci como nunca naqueles 90 dias, parei (e parar é muito importante!) para refletir sobre minha vida.
Hoje considero o longo tempo de estaleiro uma das maiores dádivas que o Universo me ofereceu.
Pois bem, em 31 de agosto de 1994 fraturei algo muito mais doloroso que os ossos: a alma. Naquele dia, uma maldição parece ter recaído sobre mim e uma legião de fãs de algo muito importante entre as coisas sem importância. O futebol! Certo? O São Paulo adiava o sonho do tricampeonato sul-americano.
Na verdade, vou contar um segredo. O Futebol não só é importante, como fundamental! É a perfeita metáfora da vida! E a prova de que tudo acontece QUANDO e SE devem, para a evolução, para a promoção do PROPÓSITO SUPERIOR, o Amor.
Questiono um pouco o dogma católico da busca do sofrimento para a valorização da conquista. O sofrimento deve ser evitado, mas não desprezado. Quando ocorre, deve servir de estimulo para o nosso desenvolvimento, para nossa evolução.
No Universo paralelo do futebol, me apaixonei e declarei amor eterno ao São Paulo Futebol Clube. Junto com meu avô, meu tio e meus dois fantásticos primos-irmãos, aprendi a compartilhar dor e conquista, vitória e derrota.
1992 e 1993 foram os anos de glória para meu time querido. Mas a vida mostra que tudo é feito em ciclos, para gerar o equilíbrio.
É por isso que, após uma certa soberba de pessoas que não souberam aproveitar as vitórias (e isso acontece com todas as torcidas e/ou pessoas, pois o ser humano é deslumbrado e medroso, tendo que mostrar-se no topo para não se sentir tão desamparado e inferior), fomos condenados a 11 anos de silêncio.
Nesse período, nós, os são-paulinos de verdade, amadurecemos e compreendemos que nossa vida é pela Liberdade, pela Libertadores. Uma não, três! Que nascemos para essas e outras maravilhosas conquistas. Que somos os únicos, os diferentes, os melhores campeões do país do futebol. O único clube tricampeão da América.
E o mais importante: que podemos gritar isso a plenos pulmões, com respeito, admiração com o amadurecimento de um paixão pré-adolescente em um amor de criança, de bicho, incondicional.
Na boa, a sensação de hoje é inenarrável. Mas a grande mensagem que quero deixar é que, independente do time que você torce, ou mesmo se torce para algo nessa vida, O GRANDE ESCRITOR, Ele mesmo, nos oferece aquilo que merecemos.
E somente os são-paulinos de verdade merecem hoje ser três vezes campeões do continente. Não por serem melhores que os outros. Mas porque, simplesmente, tinha que ser assim...
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